AS NOVAS TENDÊNCIAS DO MERCADO AMBIENTAL PERANTE A CRISE

"Cada vez mais o meio ambiente tem estado em pauta, são leis que estão sendo revistas, desastres como o de Mariana/ Mg, fiscalizações ocorrendo com mais frequencia, e cada vez mais este mercado tem tido necessidade de profissionais qualificados e com uma ampla equipe técnica."

Com isso vem a tona um nicho que sempre ficou nos bastidores, as consultorias ambientais.
Segundo a Revista exame em uma reportagem de 2015 revelou que o mercado ambiental movimentou cerca de US$ 27,4 Bilhões em todo o mundo, dados obtidos através de pesquisa realizada pela Enviroment Analyst, especialista nesta área.

As consultorias ambientais e os profissionais podem contar hoje com uma ampla área de atuação, um dos serviços que mais têm demandado necessidade são de descontaminação de áreas, o que corresponde aproximadamente 29% da receita do setor, depois vem a área de gestão hídrica e de resíduos sólidos. Outras áreas que contemplam as consultorias são os processos de licenciamento ambintal, desenvolvimento sustentável e de gestão ambiental.

Até uma das principais bolsas de valores, a Dow Jones, em 1999, criou um índice de sustentabilidade (DJSI), que tem como intuito indicar as melhores empresas que são líderes em sustentabilidade, dentre elas as principais são: – Bayerische Motoren Werke AG (Alemanha); – Westpac Banking Corp (Australiana); – Koninklijke Philips NV (Holandesa); – SGS SA (Suiça); – LG Electronics Inc (Coreia); – Sodexo (França). Atualmente o brasil ocupa a 42ª posição no ranking global, a qual od destaques estão nas industrias do ramos energético.

Nesse contexto, bem e serviço ambiental é uma classificação especial que surgiu para incrementar e incentivar o uso e o comércio internacional de tais bens, os quais seriam beneficiados por vantagens tarifárias, mas, por outro lado, também sujeitos a restrições ambientais em sua produção.

Para o programa das Nações Unidas para o meio ambiente e a conferência das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento (Unep e Unctad), embora não exista um acordo sobre a definição de bens e serviços ambientais, normalmente eles são distribuídos em uma das duas categorias:

1) A primeira inclui equipamentos, materiais e tecnologias destinados a adequar um problema ambiental particular, tais como tratamento de água e esgoto, e o controle da poluição do ar de terra. Esses bens incluem uma variedade larga de produtos industriais, como: válvulas, bombas e compressores, que normalmente possuem diversas finalidades, mas para serem considerados bens ambientais devem ser empregados exclusivamente para realizar um serviço ambiental.

2) Na segunda categoria estão bens industriais e de consumo, cujo uso final do produto reduza impactos negativos ou incremente potenciais impactos positivos sobre o meio ambiente, sendo ele próprio “preferível ambientalmente” a outro produto similar devido ao seu impacto relativamente benigno ao meio ambiente. São também conhecidos como produtos preferíveis do ponto de vista ambiental e podem ser empregados para outras finalidades, não necessariamente ambientais. Como por exemplo, equipamentos eletroeletrônicos com menor consumo de energia, também alguns provenientes da agricultura orgânica, fibras naturais biodegradáveis, borracha natural, etanol e outras energias limpas e renováveis.

Mesmo com a crise no páis o mercado ambiental sempre estará em alta, pois a demanda de novos serviços e com a leis cada vez mais avançadas, estamos caminhando para um novo rumo. Cada vez mais precisamos de profissionais qualificados e equipes prontas a entenderem os processos ambientais, avaliem com competência, para que não ocorra problemas no porcesso de licenciamento, como ocorreu com a Samarco.


A Advice Ambiental caminha neste rumo, sempre com o intuito de contribuir com a sustentabilidade e fazer com que cada vez mais podemos contar com um planeta melhor.